Caminhão da Rutas del Sur com semirreboque encerado em uma estrada de montanha, com picos nevados ao fundo
Recursos — Guia do corredor

Corredor Bioceânico
e seu impacto logístico.

O corredor que liga o Atlântico ao Pacífico atravessando os Andes. O que é, por que Mendoza é seu nó central, que documentação é necessária e tudo o que você precisa saber para planejar cargas internacionais entre a Argentina e o Chile.

O corredor

De Buenos Aires
ao Pacífico de caminhão.

O Corredor Bioceânico Central é o eixo rodoviário que liga os portos do Oceano Atlântico (Buenos Aires, Rosario) aos do Oceano Pacífico (Valparaíso, San Antonio) atravessando os Andes. Do lado argentino, o trecho principal passa por Mendoza e pelo Paso Internacional Cristo Redentor / Los Libertadores, a fronteira com maior movimento de cargas entre os dois países.

Para o comércio exterior da região — em especial o das províncias do centro-oeste argentino — esse corredor é a via mais competitiva de acesso aos mercados do Pacífico: Ásia, Austrália, a costa oeste dos Estados Unidos e o cone sul da América Latina. Para cargas com origem ou destino em Mendoza, Cuyo, San Juan ou Neuquén, a alternativa por Buenos Aires representa um desvio de 500 a 1.200 km a mais.

A Rutas del Sur opera nesse corredor há mais de 40 anos. Conhecemos suas variáveis, suas estações do ano, seus pontos de controle e como planejar para reduzir imprevistos.

Por que o Pacífico

Vantagens do corredor
para exportadores e importadores.

Custo por quilômetro menor que pelos portos do Atlântico

Para cargas originadas no centro-oeste argentino (Mendoza, San Juan, Neuquén, Cuyo), o corredor por Mendoza rumo aos portos chilenos do Pacífico representa de 400 a 900 km a menos de percurso do que a alternativa por Buenos Aires ou Rosario. Na logística de carga pesada, cada quilômetro evitado é custo direto.

Acesso direto ao Pacífico e aos mercados asiáticos

Os portos de Valparaíso e San Antonio conectam diretamente com os mercados da Ásia-Pacífico — o principal destino das exportações de mineração e do agronegócio argentinos. O tempo de trânsito marítimo do Pacífico até Xangai ou Tóquio é bem menor do que a partir do Atlântico.

Infraestrutura portuária chilena de primeira linha

Os portos de Valparaíso, San Antonio e Coquimbo têm infraestrutura para granéis, contêineres e carga geral. O Porto de San Antonio é um dos maiores da América do Sul em movimentação de contêineres e opera com padrões de eficiência comparáveis aos melhores portos do continente.

Documentação

Que documentação
é preciso ter para cruzar.

MIC/DTA

Manifesto Internacional de Carga / Declaração de Trânsito Aduaneiro. É o documento principal para a travessia de cargas entre a Argentina e o Chile. Emitido junto à alfândega de origem.

Certificado fitossanitário

Obrigatório para cargas de origem vegetal, produtos agropecuários, madeiras e derivados. Emitido pelo SENASA (Argentina) ou pelo SAG (Chile), conforme o país de origem.

Packing list e fatura comercial

Detalhamento da mercadoria com descrição, peso, volume e valor FOB. É documento essencial para o controle aduaneiro nos dois países.

Habilitação ADR (produtos perigosos)

Para produtos químicos, inflamáveis, explosivos ou de outra classe de risco. Exige habilitação da transportadora e do veículo, além de documentação específica por tipo de substância.

Certificado de origem

Necessário para acessar as preferências tarifárias do Acordo ACE 35 entre a Argentina e o Chile. Emitido por câmaras de comércio ou pela AFIP.

Autorização especial de trânsito (cargas especiais)

Para veículos acima de 38 toneladas de peso total ou com dimensões fora do limite padrão. Solicitada à Vialidad Nacional na Argentina e ao MOP no Chile.

Processo operacional

Como se coordena
uma travessia internacional.

01

Alinhar com a transportadora

Definir tipo de carga, dimensões, peso, origem e destino. A transportadora indica o equipamento adequado e as habilitações necessárias.

02

Providenciar a documentação aduaneira

Emitir MIC/DTA, certificados e demais documentos com o despachante aduaneiro. O prazo típico é de 2 a 5 dias úteis, conforme o tipo de carga.

03

Verificar a situação do Paso Cristo Redentor

Confirmar que a fronteira está liberada e sem restrições em vigor. Na temporada de inverno (maio a setembro), prever a alternativa pelo Paso Pehuenche.

04

Travessia e desembaraço na fronteira

Os caminhões param no Centro de Fronteira Horcones (Argentina) e no Paso Los Libertadores (Chile). O tempo de travessia costuma variar entre 4 e 12 horas, conforme o fluxo aduaneiro.

05

Entrega no destino chileno

Coordenação direta com quem recebe no destino. O trânsito porta a porta de Mendoza até Santiago ou a zona portuária leva de 12 a 24 horas.

Caminhão da Rutas del Sur com reboque de grades laterais carregado, circulando por uma estrada de pré-cordilheira
Corredor bioceânico

Del Atlántico
al Pacífico

Mendoza como nó do corredor Argentina–Chile pelo Paso Cristo Redentor.

Corredor Argentina–Chile

Operamos o corredor
há 40 anos.

Se você tem carga para mover entre a Argentina e o Chile — exportação, importação ou trânsito regional —, fale com a gente informando origem, destino, tipo de carga e data estimada. Respondemos com uma proposta operacional concreta.

Fronteira:Fechado