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Transporte de Vinho a partir de Mendoza: Guia para Vinícolas que Exportam ou Distribuem
Como planejar a logística vitivinícola em Mendoza: temporadas, destinos, tipos de carga e as chaves para exportar por porto ou distribuir no mercado interno.

Mendoza produz 70% do vinho da Argentina
Para entender a logística vitivinícola é preciso partir de um dado que muda tudo: Mendoza concentra 70% da produção vitivinícola do país. Isso significa que a maior parte dos fretes de vinho da Argentina tem origem na província, e as transportadoras que operam a partir daqui são as que sustentam a cadeia de distribuição — inclusive a que abastece o Brasil.
Trabalhamos há décadas com vinícolas de todos os portes. Neste artigo reunimos o que você precisa saber para planejar a sua logística vitivinícola.

As quatro temporadas da logística vitivinícola
O setor do vinho tem uma sazonalidade muito marcada. Entendê-la é a chave para não ficar sem caminhão justamente no momento em que você mais precisa.
Janeiro–fevereiro: pré-vindima
A vinícola começa a se mover antes da colheita. Os fretes dessa época são principalmente de insumos: cápsulas, rótulos, rolhas, garrafas vazias, barricas e leveduras. Boa parte desses materiais vem de Buenos Aires ou é importada. É um bom momento para fechar os contratos de logística com antecedência.
Março–maio: vindima
O pico. A demanda por caminhões em Mendoza durante a vindima é a mais alta do ano. Bins de colheita, maquinário de vindima, material de embalagem e a primeira movimentação do vinho novo. Se os fretes não estiverem fechados antes de março começar, você vai disputar os mesmos caminhões com o setor inteiro.
Junho–setembro: pós-vindima
O vinho da safra anterior já está engarrafado e pronto para sair. É a temporada mais ativa da distribuição no mercado interno: pallets para Buenos Aires, Córdoba, Rosário e o interior do país. Também começa a movimentação de exportação para o hemisfério norte.
Outubro–dezembro: exportação
Os mercados da Europa e dos Estados Unidos recebem os vinhos da safra anterior para as festas de fim de ano. É o período de maior atividade da vinícola no Porto de Buenos Aires. Os fretes rumo a Dock Sud se concentram nesses meses, e ter caminhão com data de carregamento confirmada vira um fator crítico.

Mercado interno x exportação: duas lógicas logísticas diferentes
Distribuição no mercado interno
O frete para o mercado interno tem como destinos principais Buenos Aires, Córdoba, Rosário, a capital de Mendoza e o interior do país. As características são:
- Tipo de carga: pallets de vinho engarrafado (caixa, garrafa, tetra pak)
- Volume: de meio caminhão a carga fechada
- Frequência: alta — uma vinícola de porte médio pode precisar de vários fretes por mês
- Destino: distribuidores, importadoras, supermercados, restaurantes (em geral em centros logísticos ou depósitos, não entrega porta a porta)
Importante: a Rutas del Sur não faz distribuição na Grande Buenos Aires nem entrega porta a porta em área urbana. Nossos fretes chegam a centros logísticos, depósitos e clientes industriais.
Exportação pelo Porto de Buenos Aires
O frete de exportação tem uma dinâmica própria. Quem dita os prazos é o navio, não o cliente. Havendo data de embarque, o caminhão precisa estar no porto antes dessa data, sem desculpas.
As etapas do processo:
- A vinícola acerta com o despachante aduaneiro a DJE (Declaração Juramentada de Exportação)
- A transportadora recebe o pedido com o prazo limite de entrada no porto
- O caminhão leva a carga ao depósito alfandegado ou direto ao porto, conforme o tipo de operação
- O despachante confirma o embarque da carga no navio
A Rutas del Sur opera para o Porto de Buenos Aires (Dock Sud), o Porto de La Plata e a zona franca (Pilar, Luján). Falamos direto com o despachante quando é necessário.
Exportação pelo Chile — Paso Cristo Redentor
O mercado chileno é um destino natural para o vinho de Mendoza: a proximidade geográfica torna a travessia pelo Paso Cristo Redentor competitiva frente à via marítima.
Para exportar ao Chile você precisa de:
- Documentação do SAG: o Serviço Agrícola e Pecuário do Chile exige certificado de origem do vinho
- Certificado de análise: o vinho importado tem de atender à normativa enológica chilena
- DTA ou declaração de ingresso: o trâmite aduaneiro do lado chileno
Operamos nesse corredor há mais de 40 anos. A travessia tem sua sazonalidade (mais risco no inverno, por conta do fechamento da passagem) e precisa ser planejada considerando a situação do corredor.
Os erros mais comuns na logística vitivinícola
Não planejar a vindima com antecedência
É o erro mais frequente. Todo mês de março, vinícolas que não reservaram caminhão acabam pagando sobrepreço para escoar a safra. A solução é simples: acertar com a transportadora entre dezembro e janeiro para garantir disponibilidade no pico.
Confundir transportadora de distribuição com transportadora de exportação
Nem toda transportadora está habilitada a operar em porto ou tem a documentação necessária para exportação. Se você precisa que o caminhão entre no depósito alfandegado ou no porto, confirme que a transportadora tenha a habilitação correspondente.
Ignorar o efeito da temperatura em trajetos longos
Vinhos de alta gama podem sofrer danos com a variação de temperatura em trajetos de verão. Se o produto justificar, consulte as opções de transporte com temperatura controlada.
A logística que cresce junto com a sua vinícola
O volume da vinícola muda. O que funciona para 50.000 caixas por ano não serve para 200.000. Uma boa transportadora não só move a sua carga hoje — também acompanha em capacidade e frequência à medida que o negócio exige.
Na Rutas del Sur trabalhamos com vinícolas desde o primeiro pallet de exportação até contratos anuais de alta frequência. Esse tipo de relação se constrói com tempo e com consistência no serviço.
Tem uma vinícola e precisa planejar a logística da próxima temporada? Visite a nossa página de transporte para vinícolas ou veja a rota Mendoza–Buenos Aires para exportação.

Escrito por
Rutas del Sur

